
ONLINE
Combat Trauma Survivor
Duração:
08hs
| Formato:
100% On-line | Acesso Imediato
Vencer o confronto não é o mesmo que sobreviver a ele.
Módulo de atendimento pré-hospitalar em ambiente de combate, estruturado sobre o protocolo MARCH e a doutrina TCCC, voltado ao controle de lesões potencialmente fatais com recurso mínimo, nos minutos que antecedem o atendimento profissional.
Todo o treinamento com arma de fogo trabalha uma única metade do problema: neutralizar a ameaça. A outra metade recebe atenção quase nula no mercado brasileiro, embora determine o desfecho com a mesma força.
Um trauma penetrante, a janela é curta. As principais causas de morte evitável — hemorragia em extremidade, obstrução de via aérea, comprometimento respiratório — matam em minutos, antes de qualquer socorro profissional chegar. Nesse intervalo, quem está no local é o único recurso disponível.
O praticante médio treina anos para o disparo e nada para o que vem depois. Carrega arma e não carrega torniquete. E quando carrega, frequentemente nunca aplicou um sob condição alguma.
Fundamentação metodológica:
O módulo adota o protocolo MARCH, dentro da doutrina TCCC, por uma razão específica: sob estresse extremo, ninguém improvisa prioridade. O protocolo existe para substituir avaliação complexa por sequência fixa, executável por leigo treinado, em ordem que trata primeiro o que mata primeiro.
Essa é a inversão em relação ao atendimento convencional. Em trauma de combate, a hemorragia massiva precede a via aérea na ordem de prioridade, porque é o que mata mais rápido e o que pode ser controlado com recurso mais simples.
O segundo princípio é a economia de meios. O módulo trabalha com IFAK — o kit individual que cabe no cinto e acompanha a pessoa — e com o que estiver disponível no ambiente. Protocolo que depende de equipamento indisponível é protocolo que não será executado.
O terceiro é o enquadramento. O módulo abre por contextualização e aspectos legais, antes de qualquer técnica, porque a decisão de intervir, o limite da intervenção e a responsabilidade do socorrista leigo precisam estar claros antes da mão ir ao ferimento.
Estrutura do módulo:
Contextualização e aspectos legais
Objetivos e princípios do APH em combate
Equipamentos e materiais — IFAK
Extração do agente ferido
Protocolo MARCH
Sangramentos massivos
Vias aéreas
Controle da respiração
Procedimentos na fase de circulação
Manutenção da temperatura — hipotermia
Finalização
Competências desenvolvidas:
Compreender o enquadramento legal e os limites da atuação do socorrista leigo:
Aplicar os princípios do atendimento pré-hospitalar em ambiente hostil;
Compor e portar um IFAK funcional;
Realizar extração de ferido para local com segurança relativa;
Executar o protocolo MARCH na sequência correta de prioridades;
Reconhecer e controlar hemorragia potencialmente fatal;
Identificar e manejar comprometimento de via aérea e de respiração;
Reconhecer sinais de comprometimento circulatório;
Prevenir hipotermia no paciente traumatizado;
Operar com recurso mínimo ou improvisado quando o material adequado não estiver disponível.
Pré-requisito
Nenhum. Módulo aberto.
Para quem este módulo é:
Praticantes e portadores que treinam o confronto e não treinaram a sobrevivência a ele;
Policiais e agentes de segurança pública e privada;
Instrutores que precisam de protocolo de emergência em estande;
Qualquer pessoa exposta a risco de trauma — inclusive fora do contexto armado.
Para quem este módulo não é:
Para quem busca formação em saúde. Este é treinamento de socorrista leigo em contexto de combate, não capacitação profissional em emergências médicas.
Formato e carga horária:
11 aulas. Disponível na modalidade online.
Sobre a prática:
As habilidades deste módulo — aplicação de torniquete em especial — exigem repetição física para serem executáveis sob estresse. O conteúdo estabelece o protocolo e o critério de decisão; a proficiência depende de treino repetido com o próprio material.
Responsabilidade:
Este módulo não confere formação, habilitação ou registro em qualquer profissão da área da saúde, e não autoriza a prática de atos privativos de profissional de saúde. Trata-se de capacitação em primeiros socorros aplicada a contexto de trauma, dirigida a socorristas leigos.
O atendimento pré-hospitalar aqui apresentado destina-se ao intervalo que antecede o socorro profissional e não o substitui. O acionamento imediato do serviço de emergência é conduta obrigatória em qualquer cenário real.
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